sábado, 20 de setembro de 2014

Relacionamentos

Olá, Boa noite! ;)

N.A (Nota da autora): Hoje vai um post que escrevi a uns dias atrás, mas que pelo bom senso do "não faça nada quando tiver no calor da emoção, para não se arrepender depois", eu decidi esperar para ver se realmente poderia postar tudo, e por fim, fiz só uns pequenos acréscimos mesmo :) 

Bom, era para eu estar na cama dormindo neste exato momento, estou falhando mais uma vez na minha meta de dormir mais cedo, que deveria ter passado de meta para realidade, mas já que não fiz isso nenhum dia da semana, hoje abrirei essa exceção por uma justa causa, diferente dos outros dias. Estou incomodada com um turbilhão de sentimentos, emoções e sei lá, preciso expressar de alguma forma pra me aliviar e eu poder de fato dormir bem depois!

Ultimamente a sensação que tenho é de que: às vezes você quer muito mas muito mesmo ajudar alguém ou mais pessoas até ao mesmo tempo que você gosta muuito, mesmo sem elas terem dito ou pedido diretamente e oficialmente. Pois é, e também sei que não adianta você querer tentar ajudar, se a pessoa mesma não "facilitar", abrir as portas para isso. Às vezes ela nem quer ser ajudada (soa até estranho, mas pode acontecer, por N motivos, sem julgamentos ok!). Ou às vezes, ela pede ajuda indiretamente, mas ela mesma não permite (sem perceber) ajudas externas... E mesmo assim, você (ou no caso eu, mas não deve acontecer só comigo) ainda assim tenta de várias formas ajudar, porque simplesmente você não quer ver seu amigo (a) se machucando, triste, ou algo ruim do tipo, não é? Acontece que é ainda mais frustante fazer isso, porque é a velha história do: as coisas só acontecem ou mudam quando a própria pessoa quer. Então por mais que você se esforce, por mais que você se preocupe, ainda é insuficiente e incapaz de ajudar. Ou seja: infelizmente, de nada adianta as suas grandes intenções, porque não vai mudar nada, e só te faz sentir ainda pior, incapaz. É horrível, e odeio me sentir assim. 

Já passei por essa situação inúmeras vezes, continuo fazendo, e sei que faz parte de mim, e portanto, continuará. Talvez todo mundo tenha isso, mas em menos ou mais proporções. Algumas pessoas sabem lidar melhor, outras escondem, sei lá. 

Às vezes tenho a sensação de que faço muito por algumas pessoas, pela importância que elas tem para mim, por querer protegê-las, por não querer que mal algum aconteça (mesmo que isso seja impossível, eu sei), e não é uma reclamação, entenda bem. E também não é algo do tipo: só vou fazer para receber algo em troca. Mas convenhamos numa relação, seja de amizade, seja de família, de amor (não gosto de classificar assim, porque não é só em uma relação que existe amor ou amizade, mas por falta de melhor definição neste momento, deixarei assim), tem que haver reciprocidade. Ou seja, é uma mão dupla, ambos tem que fazer com que a relação flua bem, não adianta um querer e o outro não. Ou um se importar muito mais, correr atrás e o outro não fazer tanta questão. É uma questão de doar, se entregar e receber. Porque também ninguém quer ter relacionamento com quem é indiferente (e alguém em especial já me disse isso, doeu, mesmo que eu já soubesse disso, mas é a velha história da teoria ser mais fácil que a prática, e eu tenho dificuldades em me expressar e demonstrar, pelo menos inicialmente, e preciso trabalhar nisso, mas enfim). Da mesma forma que não se deve cobrar atenção, amor, carinho, etc., uma vez que são ações e sentimentos que requerem sinceridade, autenticidade, e que se dados por obrigação não tem o mínimo sentido. Tem que ser espontâneo. É complicado, eu sei. Mas faz parte da nossa natureza como ser humano.

Uma das coisas que devem ser mais difíceis é estar num relacionamento (qualquer um afetivo) em que você se doa, se importa, mas a outra pessoa não corresponde da mesma maneira, não só em relação à você, mas à antes também. O que infelizmente todos nós estamos vulneráveis, e nem sempre é culpa nossa, talvez a grande maioria das vezes, afinal não somos nós quem controlamos nossos sentimentos. E você simplesmente não pode mudar isso. Muito pior deve ser quando era alguém muito importante, e você tem que lidar com essa perda. O máximo que você pode é tentar conquistar. Mas se você se entregou todo esse tempo, significa que a sua parte você fez, e não dependeu de você para acabar. Muito pelo contrário. E é por você ter lutado tanto, se esforçado e se importar, é que dói mais em você. Injusto ne? Penso muito nisso. Não é o caso agora, mas é por isso que me importo muito mais em fazer pelas minhas amizades, por exemplo. Pelas pessoas que realmente são importantes para mim. Porque não sei como me sentiria se um dia isso viesse a acontecer. Digamos que eu demore pra me entregar, mas quando acontece, eu realmente luto por isso.

Mas se doar em excesso, muito mais que o outro lado, não é bom, porque te dá a falsa impressão de que o outro lado não se importa tanto. E quem garante que não é você que está muito aquém e a pessoa esteja agindo normalmente? Você acaba naturalmente distorcendo, e favorecendo seu lado, por natureza, e consequentemente, cobrando muito mais do outro (ainda que não diga ou perceba). Às vezes você precisa se libertar um pouco, desencanar, porque excessos sufocam, da mesma maneira que a falta, e tentar buscar o equilíbrio das partes. É difícil, porque sem querer, quando amamos alguém, damos muita importância a pequenas coisas, damos menos espaços para erros, as coisas tomam proporções maiores, e às vezes aquilo que te chateou muito, a pessoa nem percebeu, foi sem intenção, e bom, tudo isso faz parte do crescimento, e mais do que isso, é preciso compreender, conversar, ouvir o que a pessoa tem a dizer e analisar, estar aberto.

Conversar aqui me ajudou muito, comecei escrevendo sobre o que me preocupava, procurando por uma ajuda, e ao final, era como se eu já estivesse aconselhando a pessoa do começo (ok, era algo que no fundo já sabia, mas o efeito de alívio e tranquilidade é indescritível, quem tem essa mesma mania que a minha, consegue entender hehehe)

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